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Rosa Marin Foiadelli: 43 anos de trabalho à frente do Cartório de Registro Civil

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COM SEU JEITO CARISMÁTICO COM O PÚBLICO, ELA SE TORNOU ‘A ALMA’ DO CARTÓRIO E É EXEMPLO PARA OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SUA EQUIPE

Reportagem e Texto: Natália Tiezzi Manetta

Ela já se fez presente em diferentes momentos, seja de alegria ou de tristeza, na vida de milhares de rio-pardenses ao longo dos últimos 43 anos. O jeito carismático, o sorriso no rosto e a disposição em auxiliar o público, principalmente o mais humilde, fazem de Rosa Helena Marin Foiadelli ‘a alma’ do Cartório de Registro Civil de São José do Rio Pardo.

O trabalho no local começou por acaso, quando Rosa tinha apenas 20 anos. “Soube pelo saudoso Toninho Simões que o senhor Renato Dias Gonçalves, à época proprietário do Cartório, estava procurando uma moça para auxiliá-lo, já que a sua funcionária, a Maria do Carmo, estava saindo do trabalho. Entrei aqui em 1976, aprendi muito, tanto com o senhor Renato, quanto com a Maria do Carmo, que me ensinaram praticamente tudo. Gostei tanto do trabalho que cá estou até hoje”, contou, com aquele sorriso que lhe peculiar.

Rosa assumiu a administração do Cartório em 1984, após a aposentadoria do senhor Renato. Naquele ano, o irmão dela, João, começou a trabalhar no local, uma vez que ela também necessitara de auxílio. “E o João também gostou daqui. Além do trabalho que desenvolvíamos no Cartório estudávamos à noite em São João, onde cursamos Direito”, informou.

E de conde vem tanto carisma, paciência e desenvoltura para atender ao público? Rosa destacou que sempre gostou de lidar com as pessoas. “Até mesmo quando o senhor Renato às vezes perdia um pouco a paciência em algumas situações eu tentava auxiliar. Sempre gostei de estar à frente dos atendimentos e ajudar sempre que possível, pois o trabalho aqui no Cartório é bem minucioso e não são todas as pessoas que têm conhecimento sobre determinadas situações. Portanto, é preciso usar de paciência e transmitir confiança para que nada saia errado”.

Assim como outros colegas lhe ensinaram as atividades do Cartório, Rosa também faz isso com sua equipe atual, formada por quatro pessoas, além dela. “Não tenho nenhum problema em ensina-los, passar meus conhecimentos, inclusive fiz isso com o João e com todos os demais. Sempre houve e há muito respeito entre nós”.

ROSA E PARTE DE SUA EQUIPE: CAROLINE E RICARDO, QUE JÁ APRENDERAM MUITO COM A VETERANA COLEGA DE TRABALHO

HISTÓRIAS CURIOSAS: DO REGISTRO DE NASCIMENTO AO ÓBITO

Nestas mais de 4 décadas, Rosa já vivenciou momentos felizes e tristes, já que o Cartório emite desde a certidão de nascimento, casamento, divórcio até a certidão de óbito. E histórias curiosas não faltam.

“Me recordo de uma delas, onde o noivo foi preso no exato momento do casamento. Também já presenciei a chegada do noivo presidiário, que chegou aqui para casar-se escoltado”, disse.

Ainda sobre casamentos, Rosa afirmou que o Cartório já providenciou papéis de divórcio com casais que ficaram pouquíssimo tempo juntos. “Já aconteceram divórcios de apenas dois meses de casamento, outros que nem mesmo chegaram até aqui para oficializar e já se desfizeram”, contou.

Mas também há momentos de muita alegria, principalmente quando Rosa recebe o carinho de gerações que passaram pelo seu atendimento no Cartório. “Nossa, são muitas histórias assim. Alguns costumam dizer que eu os casei, agora estou fazendo a certidão do nascimento dos filhos, enfim, ser reconhecida e lembrada por momentos especiais na vida das pessoas é muito gratificante”.

E sobre os registros de nascimento, Rosa destacou que a escolha de nomes, digamos, ‘diferentes’ ainda acontecem. “Antigamente era sofrível, pois muitos casais misturavam nomes bíblicos com demais nomes, enfim. Hoje isso diminuiu, mas quando percebo que o nome é muito complicado intervenho e, na maioria das vezes, o casal muda de opinião. Nome é uma coisa muito séria, que o cidadão levará para o resto da vida”.

Apesar do tempo à frente do Cartório, Rosa nem pensa em parar de trabalhar. “Acho que nasci para isso. As atividades aqui, essa rotina me faz bem e muito feliz. Atender ao público me satisfaz como pessoa e profissional. E, muitas vezes, é uma correria, mas uma agitação boa! Então, enquanto eu tiver saúde e disposição continuarei meu trabalho”, concluiu.

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