Rodrigo Mendonça: Ele iniciou sua história com a música aos 7 anos em Rio Pardo

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Sanjoanense, mas rio-pardense de coração, ele disse que se apaixonou por dois instrumentos: a flauta transversal e o saxofone

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Manetta

O som de seus dois instrumentos musicas arrancam de sorrisos a lágrimas da platéia, seja na orquestra, no casamento ou pelos inúmeros palcos que o Sanjoanense Rodrigo Lopes Mendonça já se apresentou. Apesar de ter nascido no município vizinho, ele se intitula ‘rio-pardense de coração’, até porque sua história com a música começou aqui em São José do Rio Pardo.

Rodrigo é filho do casal Ruth Helena Mendonça e Marco Aurélio Cerávolo de Mendonça, cuja família residiu por longos anos por aqui. A paixão pela música foi despertada desde cedo, já que a família sempre o incentivou.

Porém, essa identificação com o meio musical não foi apenas a partir de um instrumento, mas dois: Rodrigo toca bilhantemente a flauta transversal e o saxofone. A história dele com cada instrumento é curiosa, principalmente com o sax, que aprendeu devido assistir diversas apresentações do Maestro Agenor Ribeiro Netto no saudoso FEMP – Festival de Música da Primavera, o qual o pai, à época, auxiliava na organização e produção como presidente do DECET – Departamento de Esportes, Cultura e Turismo.

Na entrevista, Rodrigo contou com orgulho que sempre viveu e vive da música, inclusive ministrando desde aulas particulares até o Projeto Guri, em Tapiratiba. Ele também falou sobre os projetos que está engajado neste ano, bem como um pouco de sua trajetória musical, que inclui o eixo São Paulo/Salvador, talvez um dos mais marcantes da carreira do instrumentista que vocês, internautas, acompanham a seguir.

Do eixo São Paulo/Salvador para o mundo: São 34 anos dedicados à música

Rodrigo, como e quando surgiu essa aptidão para a música?

A minha casa sempre foi muito musical! Minha mãe colocava música para tocar o dia inteiro (graças a Deus de qualidade – risos). Minha história com a música começou quando eu tinha 7 anos e foi em São José do Rio Pardo. Minha primeira professora foi a Maria Teresa Ratti de Oliveira.

Havia algum familiar ou algum músico que tenha lhe inspirado?

Tenho um tio que é maestro de coral, o Renato Teixeira, que sempre incentivou. E o maestro Agenor que me incentivou muito também.

O que o levou a optar pelo saxofone e pela flauta?

A flauta foi por acaso. Comecei com a flauta doce e depoi,s naturalmente, passei para a transversa. Já o sax foi influencia do Agenor Ribeiro Netto. Desde pequeno participava do FEMP, bastidores, escolha das músicas, ensaios, então cresci nesse meio e via o Agenor tocando sax. Gostei e fui aprender também.

Em seu show autoral, Rodrigo apresenta uma estética acústica – ao mesmo tempo moderna e sofisticada, com conceitos que misturam um pouco o universo da música de câmara com a diversidade da música popular brasileira

Você fez cursos específicos? Qual a sua formação? Onde estudou?

Depois de ter aulas com a Maria Teresa, estudei com a Mana Tessari. Aos 13 anos passei para a flauta transversal e tive aulas com a Andréia Karan, ainda em São José. Depois mudei para Salvador onde comecei com o sax e me formei pela UFBA – Universidade Federal da Bahia, em bacharelado em Flauta Transversal.

Atualmente pode-se dizer que você vive da música?

Hoje e sempre só vivi de música e tenho muito orgulho disso.

Quem foi seu maior incentivador (a) nesta carreira?

A música foi acontecendo naturalmente em minha vida, mas sempre pude contar com apoio da minha família, essencial em todas as etapas até hoje!

Qual é o sentimento que a música te desperta?

Eu brinco que a música que controla meu humor (risos). Se eu estou de bem com ela, com os estudos em dia, o sorriso fica estampado no rosto. Nós, instrumentistas, temos uma relação diária com o instrumento e quando isso fica um pouquinho distante até o humor muda!

Alguma apresentação te marcou? Conte um pouco sobre ela.

Ja tive muitos momentos marcantes na música, fiz diversos trabalhos grandes e viajei por esse mundo afora com diversas turnês internacionais e também nacionais. Até o ano passado trabalhava com o Tomate, artista baiano, com quem trabalhei 11 anos, e toquei pelo Brasil inteiro, inclusive gravei diversos programas de TV, dentre eles Xuxa, Caldeirão do Hulk, Altas Horas, dentre outros. Também trabalhei com uma premiada Big Band, a Orkestra Rumpilezz, vencedora de 5 prêmios da música brasileira, com quem dividimos palco com grandes artistas como Ed Mota, Lenine, Carlinhos Brow, Gil, dentre outros. Acho que com o Gil tenha sido o momento mais emocionante, até pelo fato de ser um dos meus ídolos. Foi inesquecível.

Momento especial de Rodrigo e Gilberto Gil: “Emocionante”

Existe alguma música que te lembre algum momento especial?

Minha música especial é Luiza, do Tom Jobim. Cresci ouvindo Tom em casa e quando descobri essa música foi um negócio!!! Hoje minha filha chama-se Luiza em homenagem a essa linda canção.

Conte um pouco sobre seus trabalhos atuais. Há algum projeto novo para este ano?

Hoje estou morando em Poços de Caldas, toco na Orquestra Jazz Sinfônica de São João da Boa Vista, tenho um trabalho de jazz, que é a Estação do Jazz, onde desenvolvemos jams sessions com o intuito de estudar e reunir cada vez mais músicos que queiram estudar e conhecer esse universo da improvisação. Sou professor do Projeto Guri no Polo de Tapiratiba, dou aulas particulares de flauta e sax, sou flautista do Violas & Violinos – Uma Orquestra Caipira, do Maestro Agenor. Ainda, falando em trabalho, no ano passado lancei meu primeiro show autoral com um octeto formado por um quinteto de cordas (2 violinos, viola, violoncelo, contrabaixo), violão, bateria e sax/flauta. O projeto, intitulado Rodrigo Mendonça & Sonar Ensemble, apresenta um show que abusa de uma estética acústica – ao mesmo tempo moderna e sofisticada – com conceitos que misturam um pouco o universo da música de câmara com a diversidade da música popular brasileira. Para fechar sou proprietário da Sonne Eventos, que é uma empresa especializada em cerimônias de casamento e eventos em geral na parte musical. Não estou brincando quando digo que vivo e respiro música!

Com a Sonne Eventos, que promove participações principalmente em casamentos
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