Rio Pardo 2050: Pesquisas e propostas à Indústria e Serviços são apresentadas

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Dando sequência às apresentações e sugestões de propostas aos inventários dos setores socioeconômicos de São José do Rio Pardo, na noite de quarta-feira o Projeto Rio Pardo 2050 apresentou os resultados dos questionários aplicados à Industria e à Prestação de Serviços. Membros do Grupo Focal, Agência de Desenvolvimento Regional e convidados das áreas abordadas participaram da reunião on line.

As apresentações se baseiam em uma compilação de dados obtidos pelos setores sobre vários temas. Neste estudo não há crítica e avaliação por parte da equipe técnica sobre as respostas tabuladas e nem juízo de valor, apenas o registro sobre esses diferentes aspectos do município. Apesar de não conter sugestões e/ou soluções para nenhum aspecto apontado, ele é a base para iniciar as propostas de soluções para problemas e dificuldades apontadas, e será a base para a construção da redação do “São José do Rio Pardo 2050”.

Com relação ao setor de Indústrias, 60% dos entrevistados alegaram a empresa é familiar e que a produção é predominantemente manual e 40% dizem que metade ou mais é automatizada. Com relação à mão de obra dos trabalhadores dessas indústrias, 40,48% dos colaboradores possuem ensino médio completo e 28,96% ensino médio incompleto.

Outro dado levantado foi que 80% dessas indústrias que responderam ao inventário oferecem treinamento aos funcionários e que 20% delas estão desenvolvendo projetos de modernização, sendo que todas pretendem investir nos próximos 5 anos. Esses investimentos serão de 40% no setor de produção e 40% em certificação.

Para 15,79% dos entrevistados o momento atual é propício para iniciar um processo longo e produtivo, com uma discussão ampla, franca e amigável entre os empresários industriais e de outros setores de São José do Rio Pardo. Mais de 10% deles também observaram que falta união entre as empresas.

Na observação do Rio Pardo 2050, à medida que a Indústria se qualifica para o mercado cada vez mais competitivo é exigido que os municípios se qualifiquem também com Escolas Técnicas, Universidades, cursos de formação e especialização da mão de obra, políticas públicas de incentivos à instalação de novas empresas, desenvolvimento da cadeia produtiva e este fenômeno acaba por proporcionar o impulsionamento da cidade para um patamar mais interessante no que se refere à emprego e renda, situações que podem ocorrer também em São José do Rio Pardo e que precisam da união não apenas dos empresários, mas de associações e do Poder Público para que possam ser desenvolvidas.

NO SETOR DE SERVIÇOS, EMPRESÁRIOS PRETENDEM INVESTIR NOS PRÓXIMOS 3 ANOS

Entre os respondentes do setor de Serviços, 12,90% são salões de beleza e manicure, 7,26% são atividades de assistência técnica de eletroeletrônicos e 7,26% são barbearias. Outra questão abordada foi sobre treinamentos e resultados, sendo que as empresas deste setor informaram que 31,98% realizaram programas de treinamento e 66,39% informaram que não realizaram nada nos últimos 3 anos. Sobre investimentos de curto prazo, 50% responderam que pretendem fazê-los nos próximos 3 anos e 38,52% não pretendem. E entre fatores que pesam negativamente no negócio, a concorrência desleal e predatória foi apontada por 10,77% dos empresários, a carga de impostos alta por 10,44%, a renda cada vez menor do cliente por 10,44% e a margem de lucro menor por 9,09%.

Os efeitos rápidos que o setor de serviços apresenta na economia do município quando se analisam os dados apresentados são positivos e por isso deve ser pensado como um setor estratégico, cuja modernização e sofisticação pode contribuir para aumentar a competitividade de outros setores. A melhoria no desempenho poderá vir pela especialização na oferta de serviços baseados em novas tecnologias e no treinamento da mão de obra.

Natália Tiezzi – Assessoria de Imprensa Projeto Rio Pardo 2050.

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