Oportunidade na Pandemia: Setores de tecidos e linhas se destacam no comércio

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A comerciante Paula Habermann, da Paula Tecidos, mostra as dezenas de modelos de tecidos que fazem sucesso com os clientes na confecção de máscaras

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Nem todos os setores do comércio desaqueceram neste período de Pandemia. Há quem enxergou uma boa oportunidade mesmo nesta época de tanta adversidade, como é o caso das lojas de tecidos. Embora tenham permanecido por pelo menos 2 meses de portas fechadas, muitas se adaptaram ao comércio online e ao aumento das entregas  pelo sistema delivery, como é o caso da Paula Tecidos e Aviamentos.

Em entrevista ao www.minhasajose.com.br, a comerciante Ana Paula da Silva Habermann falou sobre a quarentena que aqueceu as vendas de tecidos, principalmente para confecção de máscaras. “Desde março sentimos esse aumento pela procura do algodão puro, misto, tnt, enfim, tecidos próprios para confecciona-las. Em pouco mais de 1 dia registramos a venda de mais de 100 metros de uma única cor, a preta, para as máscaras”, destacou Paula.

Assim como o gosto do público, a Paula Tecidos investiu na aquisição de várias modelagens. “São dezenas de opções, desde tecidos com temas infantis, camuflagens, caveiras, sendo que estes foram os campeões em pedidos, além até da laise e rendas, que já são tendências”, afirmou, acrescentando que a loja serviu à Santa Casa, além de várias cidades da região como Caconde, Tapiratiba, Divinolândia, inclusive com a doação de máscaras.

Entretanto, para aproveitar a boa fase, Paula teve que adaptar seu estabelecimento comercial para garantir as vendas. “No período em que a loja permaneceu fechada tivemos que adapta-la às vendas online, principalmente pelo WhatSapp e contamos com o apoio de todas as nossas colaboradoras para otimizar as atividades. As entregas de mercadorias também aumentaram bastante e, por muitas vezes, o Edson, meu marido e que também trabalha aqui na loja, saía para fazer dezenas de entregas, muitas vezes de produtos pequenos como zíperes. Foram essas adaptações, o apoio de nossa equipe e, claro, a nossa clientela, que também entendeu a situação, que fizeram com que a loja progredisse mesmo em uma época tão difícil”, observou a comerciante.

Paula também destacou que a Pandemia abriu portas para que muitas costureiras e alfaiates voltassem a trabalhar. “Dezenas de profissionais aqui da cidade e região que estavam até parados voltaram à ativa com a confecção das máscaras. É gratificante ver a força de vontade dessas pessoas, o carinho como elas confeccionam as máscaras e a satisfação em poder voltar a trabalhar, se sentindo úteis novamente”.

Além dos tecidos, outros produtos que também tiveram bastante procura devido ao isolamento social foram as linhas, o que inclui barbantes, lãs, etc. “Muita gente passou a fazer artesanato não apenas como uma distração, mas como fonte de renda. As linhas e aviamentos também tiveram aumento nas vendas e várias pessoas até descobriram novos talentos e se tornaram verdadeiros artesãos”, comentou Paula.

Ver os negócios progredirem mesmo em tempos tão difíceis foi mais do que uma conquista, mas um grande alívio para a comerciante. “Graças a Deus conseguimos manter nossa equipe de colaboradoras. São sete famílias que dependem da nossa loja para viver, além da nossa própria família. Acho que a principal lição que aprendi nestes últimos meses é que a união e a colaboração de todos são fundamentais para que possamos progredir, não apenas como profissionais, mas pessoalmente falando. Hoje me considero um ser humano melhor do que antes da Pandemia. Os desafios nos fazem crescer”, concluiu.

Delicadas, as laises também são tendências na confecção de máscaras, assim como as rendas
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