Na China: Dançarino rio-pardense embarca para temporada de apresentações

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Alex descobriu a Dança por meio da Casa de Cultura e Cidadania, onde ingressou em 2010

O dançarino rio-pardense Alex Conty, de 24 anos, está realizando um grande sonho profissional. Ele embarcará, pela 2ª vez, para a China, onde passará uma temporada mostrando sua arte de dançar em diversas apresentações.

Alex descobriu a Dança por meio da Casa de Cultura e Cidadania, onde ingressou em 2010, e passou por diversos cursos que eram oferecidos no espaço. Hoje, apesar da pouca idade, Alex é respeitado dentro e fora do país pela sua arte, seu modo peculiar de mostrar o lado positivo da vida através dos movimentos e passos que, ao longo dos anos, aprimorou.

Conheça um pouco mais da história do jovem dançarino que, inclusive, disse que sofreu muito preconceito, mas que está vencendo-o dia-a-dia, na entrevista feita pela jornalista Natália Tiezzi Manetta, via email, já que Alex, que atualmente mora em São Paulo, estava preparando as malas para embarcar.

Antes, contudo, do embarque, Alex passou uma curta temporada em São José do Rio Pardo, onde reviu seus familiares e ministrou algumas aulas especiais de dança no Studio de Dança Laís Viana e na Cia D´Artes. Confira.

Natália Tiezzi Manetta: Alex, o que o motivou a participar da Casa de Cultura e Cidadania?

Alex: Meu 1º contato com a Casa de Cultura foi em 2010. As atividades e recepção calorosa me chamou a atenção, então decidi conhecer de perto e continuei a participar, cada vez mais ativo.

Que curso fazia e por quantos anos permaneceu no projeto?

Fiz diversos cursos por lá como Artes Visuais, Música, Ginástica Artística e Dança. Desde quando entrei permaneci na Casa até o último dia de atividades da mesma. Ela era realmente uma casa para mim, pois lá eu encontrava acolhimento, paz e segurança, mas infelizmente o projeto chegou ao fim.

De onde surgiu essa paixão pela Dança?

Depois que tive a oportunidade de ter acesso à arte na Casa de Cultura, comecei a levar o que eu fazia como um estilo de vida. Com isso, surgiu a oportunidade de ingressar na Cia Aruanã e Cia D’artes, onde pude ser valorizado pela minha dança e compreendi que poderia viver com a minha arte. Hoje sou imensamente grato pela oportunidade que essas instituições me cederam.

Você fez ou faz algum curso específico?

Faço alguns cursos para sempre estar atualizado na minha dança. Em São Paulo sou aluno na DEPT Cult e dançarino na Cia Kahal, e anualmente faço parte do maior evento de dança da América Latina, o HIP HOP DISTRICT.

A Dança Urbana é uma das paixões de Alex e anualmente ele participa do maior evento de dança da América Latina, o HIP HOP DISTRICT

Qual ritmo você trabalha atualmente?

Sou especializado em danças urbanas, porém meu trabalho exige conhecimento amplo em diversos ritmos e modalidades. Me considero um dançarino completo.

Você já sofreu preconceito por ser homem e dançar, e como lidou com isso?

Infelizmente nós, artistas, sofremos diariamente pré conceitos e comigo não foi diferente. Muitos ainda não consideram a dança como uma profissão. Sempre questionam “Mas dança dá dinheiro?” (hahaha). E a resposta é sim. Ela não apenas dá dinheiro, mas também nos impulsiona a viver por um amor diário, nos fazendo ser ainda mais vivos em nossas atividades. Dançar e viver de dança é uma dádiva. Gostaria que todos sentissem o que eu sinto hoje. Sou feliz com a minha dança e meu trabalho. Referente a lidar com esses preconceitos, eu sempre pensei no que eu acreditava, não tinha dúvidas de onde poderia chegar, e assim, aprendi a não ligar muito para esses comentários, pois sabia que ninguém poderiam entender sem sentir o que eu sentia.

Como surgiu o convite para dançar na China? Me conte um pouco deste novo trabalho.

Após a minha mudança para São Paulo, comecei a trabalhar também como modelo. Em um trabalho que estava fazendo para a “Lupo”, um dançarino comentou comigo sobre uma audição que estava acontecendo para dançar em Hong Kong. Me interessei e fui em busca desse sonho. Nessa audição tinham pelo menos 100 dançarinos, onde eu fui selecionado e comecei a viajar em contrato de dança. Esse contrato me deu a oportunidade de conhecer mais 2 países (Tailandia e Macau), me mostrou que quando fazemos algo com amor não há território certo e me presenteou com o amor da minha vida, minha namorada. Nos conhecemos nesse contrato em Hong Kong, pois ela também é dançarina. Esse mês completaremos 1 ano de relacionamento. Agora, nesta primeira quinzena de junho, vamos para a China participar de várias apresentações em um novo contrato. Se eu pudesse resumir o que é a dança diria que ela me proporcionou a  melhor vida que eu poderia ter e eu sou eternamente grato por isso.

O dançarino durante curta temporada em São José, onde ministrou aula especial no Studio de Dança Laís Viana
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