Médico enaltece o trabalho da Enfermagem rio-pardense no combate à Covid-19

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Dr. Eliezer Gusmão também falou sobre a situação da doença na cidade, que ainda não está estabilizada, e chamou a atenção das pessoas que estão cada vez mais relaxando nas medidas de prevenção

Texto: Natália Tiezzi

Em recente entrevista à Rádio Difusora e ao radialista Fernando Benedito, o médico Eliezer Gusmão teceu elogios ao trabalho desempenhado pela Enfermagem rio-pardense no combate à Covid-19. “Acho que são tão ou mais importantes até do que nós médicos neste momento, pois dispensam atenção total aos pacientes que estão enfrentando a doença, inclusive os internados, com muita dedicação. Eles fazem a diferença em todas as etapas do tratamento, desde o primeiro atendimento até todo o acompanhamento”, destacou.

Eliezer, que se afastou de suas funções de diretor do Pronto Socorro para fins eleitorais, fez um breve balanço de como está a situação da Covid-19 no município. “Tivemos um aumento considerável no número de casos, internações e agravamento de alguns pacientes nos últimos 15 dias, ou seja, a doença ainda não está estabilizada por aqui”, observou.

Sobre a possível relação deste aumento de casos com a mudança do município para a Fase Amarela, Eliezer disse que ainda não é possível analisar. “Teremos que esperar mais uma semana pelo menos para compararmos esses números. Mas, o que notamos é que as pessoas estão relaxando cada vez mais nas medidas de prevenção, o que é um erro neste momento, além de um desrespeito total. Aglomerações em diversos lugares, inclusive em estabelecimentos comerciais, enfim. O fato é que quanto mais houver esse relaxamento nos cuidados, mais casos da doença teremos”, ressaltou.

O médico alertou ainda que também ocorreu um aumento no número de casos moderados e severos nas últimas semanas, inclusive acometendo pessoas mais jovens, entre os 40 anos. “A Covid-19 não acomete gravemente apenas pessoas idosas. O que estamos presenciando são casos mais severos também em pacientes na faixa de 40, 50 anos. Inclusive tem um paciente internado e entubado na faixa dos 30 anos”.

Sobre um possível aumento de internações e a sobrecarga na Santa Casa, Eliezer disse que tanto a Prefeitura quanto a administração do hospital estudam a possibilidade de aumento no número de leitos. “O problema é que abrir um novo leito não é tão simples quanto parece: demanda equipamentos, equipe de trabalho. Por enquanto, tanto a enfermaria Covid-19 quanto a UTI estão suprindo a demanda, mas não é descartada a possibilidade de abertura de leitos, inclusive na Unidade de Terapia Intensiva, caso haja necessidade”.

Ele falou também sobre os afastamentos de profissionais de Saúde por conta da Covid-19. “Na Santa Casa mesmo são 32 colaboradores afastados. No Pronto Socorro também tivemos deficit de profissionais. E não está sendo fácil suprir essa demanda, pois é complicado encontrar profissionais especializados no atendimento ao Coronavírus, bem como fazer as escalas de trabalho, principalmente no hospital. Mas, embora diante desses problemas, a Saúde Municipal vem fazendo um trabalho eficaz, principalmente no tratamento à doença, com altos índices de recuperação”.

Eliezer finalizou alertando a população para que procurem atendimento logo ao sentirem os primeiros sintomas (febre, dor de garganta, tosse). “Aprendemos, a cada dia, a lidar com essa doença e descobrimos que quanto mais cedo o diagnóstico, mais chances do quadro não se agravar. E as recomendações continuam as mesmas: isolamento social para grupos de risco e quem puder faze-lo, uso de máscaras quando sair de casa e adentrar qualquer espaço, lavagem das mãos com água e sabão e uso de álcool em gel 70, distanciamento social, ou seja, nada de aglomerações, festinhas, churrasco, entre outros eventos”.

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