Marcela Cremasco: de ajudante de loja a comerciante de sucesso

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Carisma, persistência e o estilo único, pessoal e profissional, fazem com que a jovem lojista se destaque no comércio rio-pardense

Reportagem e Texto: Natália Tiezzi Manetta

Em homenagem ao Dia do Comerciante, lembrado no último 16 de julho, o www.minhasaojose.com.br homenageia todos aqueles que dedicam suas vidas atrás dos balcões das inúmeras lojas e casas comerciais rio-pardenses contando um pouco da história de Marcela Baptiston Cremasco, a Marcelinha, como é popularmente conhecida por suas clientes, amigas e pelo comércio da cidade.

Marcela faz parte da geração de jovens comerciantes rio-pardenses que estão fazendo a diferença positivamente no comércio com visões mais arrojadas e impondo uma nova forma de comercializar seus produtos, de uma maneira mais natural, fazendo da loja não apenas um ponto de compra e venda, mas de encontro e bem estar entre amigos.

Aos 36 anos, Marcelinha conseguiu realizar seu sonho de ter o próprio negócio há 8 meses, quando inaugurou a “Bendita”, uma loja de moda feminina contemporânea que a cada dia conquista mais clientes.

Mas, o que faz dela essa pessoa tão querida e especial para o comércio e para suas clientes? Marcelinha destaca na entrevista completa que você confere abaixo, dada por ela na própria loja, acompanhada pela mãe, Cirlei Baptiston Aranda.

Marcela e a mãe, Cirlei, unidas novamente no comércio: amor, inspiração e confiança em família

Natália Tiezzi Manetta: Marcelinha, quando você teve seu 1º contato com o comércio?

Marcela Baptiston Cremasco: Eu tinha uns 14 anos. Minha mãe sempre trabalhou no comércio e depois acabou tendo uma loja aqui na cidade. Sempre quando tinha alguma promoção eu a ajudava e foi assim que aprendi a respeitar e a gostar do comércio. Eu acompanhava minha mãe a São Paulo para fazer compras, vivenciava essa rotina do comércio mesmo ainda adolescente e isso fez muito bem para mim. Agradeço muito a minha mãe por ter me colocado para trabalhar cedo!Neste período também tive a oportunidade de ficar durante 6 meses em Caconde, onde minha mãe também abriu uma casa comercial. Foi a partir daí que comecei a despertar o meu lado comerciante.

Você também trabalhou em algumas lojas na cidade. Como foi essa experiência?

Após minha mãe encerrar as atividades da loja quis continuar no comércio. Trabalhei por 11 anos em duas lojas de roupas femininas e adquiri a experiência de estar atrás dos balcões também como vendedora. Isso fez muita diferença na minha vida profissional, pois aprendi ainda mais a lidar com o público, conhecer diferentes estilos de moda e conhecer muita gente.

Você contou que após sair da primeira loja em que trabalhou como vendedora temeu não conseguir mais trabalho. Qual foi o motivo desse medo?

Acho que não confiava em mim mesma como profissional. Eu não sabia que era tão querida no meio comercial. Após eu sair pelo menos umas quatro lojas entraram em contato comigo para me chamar para fazer parte das equipes. Isso me deixou muito feliz e fez com que eu acreditasse no meu potencial para as vendas.

E como surgiu a ideia de ter o seu próprio negócio?

Ainda trabalhava nesta segunda loja, mas confesso que estava um pouco cansada, tive alguns momentos de depressão, enfim, pedi para me afastar inclusive porque queria me dedicar um pouco mais ao casamento. Porém, após alguns meses, algumas amigas e clientes passaram a me ligar para que eu passasse dicas de combinações de roupas, sendo que muitas delas me incentivavam a ter minha própria loja. Percebi que não conseguia ficar longe daquela agitação do comércio, das boas conversas, do prazer em auxiliar alguém em adquirir uma roupa que a fizesse se sentir ainda melhor. Mas, dessa vez, como proprietária. E, graças a Deus, o meu grande sonho se realizou após 10 meses longe das atividades comerciais. A Bendita foi inaugurada dia 3 de novembro de 2018!

Por quê o nome “Bendita”?

É até curioso, pois quando decidi abrir a loja nem imaginava qual seria o nome. Pensava daqui, dali e não chegava a uma conclusão. Teve um dia que eu estava tão cansada de pensar, pois a data de inauguração já estava muito próxima, que bati a mão na mesa e roguei: ‘Meu Deus, preciso de um bendito nome’. Aí pensei: bendito, bendita… E ficou Bendita mesmo. O nome remete a uma coisa bem vista e falada por todos, além de abençoada. Pronto: estava decidido o nome!

Sonho realizado: Marcela na sua “Bendita”: loja contemporânea atrai mulheres de diferentes estilos

De onde vem esse seu lado espontâneo, carismático e cheio de estilo que conquista seus clientes?

Sempre gostei de tratar bem as pessoas, independente de iriam comprar ou não comigo. Gosto muito de conversar e sou muito sincera em dizer se uma peça ficou boa ou ruim nas minhas clientes. Acho que esse meu jeito mais acolhedor, que dá atenção, ao mesmo tempo, sincero, faz com que as clientes confiem em mim e em meu trabalho. Sobre o estilo, bom, acho que aprendi a te-lo durante esses 22 anos que atuo no comércio. Acho que tenho vários estilos e tento colocar isso em cada peça que comercializo aqui na loja.

Hoje, em meio a tantas lojas, qual o diferencial da Bendita?

Acho que a Bendita é muito mais que uma loja que comercializa roupas femininas. Aqui se tornou um ponto de encontro entre amigas que param para ver as novidades, tomam um café, conversam sobre inúmeros assuntos (às vezes aqui se torna consultório médico, psicológico, sentimental – risos). Muitas pessoas simplesmente passam daqui, entram, olham, experimentam as peças e não adquirem. Outras têm guardas-roupas exclusivos com peças Bendita, enfim. Fazemos questão de atender a todos com a mesma atenção, disposição e dedicação. Claro que é muito bom quando conseguimos realizar uma venda e notamos o prazer e a satisfação do cliente em levar aquela peça, mas a loja não tem esse pensamento exclusivo focado apenas em vender, vender e vender. A Bendita é e sempre será um espaço de alegria, bem estar e amizade para todos que aqui serão sempre bem-vindos!

E o segredo do sucesso?

Não sei se há segredo para o sucesso, mas acho que é fazer o que você ama da melhor forma possível para você mesmo e para os outros, sempre! Além disso ser persistente e dedicar-se ao máximo ao seu projeto.

Você citou que sua mãe contribuiu muito para aflorar seu lado comerciante. O que ela significa para você como profissional?

Minha mãe é tudo para mim. Ela me ensinou a maioria das coisas que sei sobre o comércio. Durante muito tempo eu fui o braço direito na loja dela. Hoje ela é o meu aqui na Bendita. É o equilíbrio que preciso todos os dias. Ela foi, é e sempre será minha maior inspiração.

A última pergunta vai para você, Cirlei. Qual é a maior lição que você ensinou à Marcelinha no comércio?

Acredito que não só para o comércio, mas para a vida: ‘Querer, Poder e Conseguir’. Sempre falei isso para a Marcela e ela aprendeu. Tudo que você realmente quiser, você pode e você conseguirá. Pode levar o tempo que for, mas se houver amor, dedicação e persistência você vai alcançar.

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