Iury Feres Abrão: As vivências e histórias de um Papai Noel

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Espírito natalino é tão presente em sua vida que ele passa por uma verdadeira transformação para ser o ‘bom velhinho’

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Maneta

Em meio às atribuições que lhe competem como presidente do Departamento de Esportes e Cultura (DEC), Iury Feres Abrão literalmente se transforma nesta época do ano para vivenciar um de seus personagens favoritos: o Papai Noel. O traquejo com as crianças chama a atenção, bem como as histórias emocionantes que ele contou durante entrevista ao site.

“Este espírito natalino sempre foi muito presente em minha vida desde criança. Minha maior lembrança dos Natais é a família reunida na casa de minha avó, onde realmente sentíamos a magia dessa época tão especial do ano. Acho que sou apaixonado pelo Natal por sempre vivencia-lo desde pequeno”, contou.

A história de se vestir de Papai Noel também não é de agora. “Minha família tinha algumas casas comerciais na avenida Nove de Julho e desde os 11 anos eu já me caracterizava de ‘bom velhinho’ e ficava circulando pelas lojas do meu pai, tio, enfim, sempre gostei da figura do Noel. Mesmo quando fui morar em São Paulo para competições esportivas na semana do Natal eu estava aqui e fazia questão de ser Papai Noel, mesmo que por um curto período”, disse Iury.

A facilidade em lidar com as crianças, que não conquista apenas elas, mas também os adultos, vem da longa experiência de Iury como professor. “As décadas dedicadas às aulas de Natação, principalmente com as crianças, acho que facilitaram esse contato, essa proximidade com elas. As crianças fazem parte de minha trajetória profissional e agora também de uma forma muito especial como Papai Noel”.

A transformação de Iury para vivenciar o personagem foi feita pela primeira vez no ano passado. “Deixei a barba crescer, bem como o cabelo, com a permissão da diretoria da escola onde dou aulas, e depois pedi para que a Marina, da querida Shirley E Cia Cabelo e Estética, desse aquele ‘trato’ com tintura. Ela prontamente aceitou e cá estou praticamente platinado”.

O carinho e o respeito que Iury tem com as crianças vem de sua vivência como professor e conquistam os pequenos e também os adultos (Foto: Roberta Simões/RS Fotografias)

HISTÓRIAS QUE EMOCIONAM

Todavia, antes de vivenciar o Papai Noel pelo DEC, Iury disse que uma das experiências que mais o marcou foi ainda na infância, quando seu pai o levava para fazer entregas pela cidade e zona rural. “Levávamos alimentos e, muitas vezes, me deparei com casas onde não havia absolutamente nada para comer. E meu pai sempre dizia: “está vendo, meu filho? Vamos valorizar o que temos, pois há pessoas que não têm nada”. Aquilo me marcou muito e acho que também despertou em mim essa vontade de ser voluntário, de doar um pouco do que tenho aos mais necessitados”.

Durante anos Iury sai às ruas caraterizado entregando balas e brinquedos aos mais carentes. “Fazia e ainda faço isso pela minha academia, a Athletic Comp, onde percorremos alguns bairros e distribuímos lembranças às crianças. É uma forma de agradecer a Deus pelas conquistas e dividir com aqueles que mais precisam”, observou.

Sobre os pedidos que já recebeu enquanto Papai Noel, Iury disse que vão desde alimentos até mesmo chinelos. “Porém, vivenciei um momento que me emociona até hoje. Certo dia fui entregar alguns brinquedos em um bairro muito carente e quando entreguei o presente a um menino, de uns 6 anos, sendo uma bola, ele disse que não era aquilo que havia pedido ao Papai Noel e sim uma bicicleta. Ele me olhou e me disse aquilo de um jeito tão sério e, ao mesmo tempo, tão comovente que eu precisava realizar seu sonho. Perguntei a ele se acreditava e confiava em mim. Ele disse que sim. Pedi para ele me esperar ali mesmo na calçada onde estávamos. Fui em casa, peguei a bicicleta que havia comprado para meu filho e levei ao menino. Aquela cena dele sentadinho, sozinho, esperando pelo presente jamais sairá de minha mente. Se eu não tivesse levado o presente é provável que ele estaria esperando até hoje tamanha era sua fé no Papai Noel. Quando lhe entreguei o presente, as lágrimas correram pelo meu rosto e o sorriso voltou a dominar aquela pequena face”, lembrou, emocionado.

O bom velhinho durante visita à Federação Aquática Paulista (Foto: FAP)

UMA FAMÍLIA NATALINA

E Iury conseguiu passar essa verdadeira magia do Natal à sua família. A esposa, Regina Reis Abrão, e os filhos, Yasmim e Igor, o acompanham durante as visitas que Papai Noel faz às escolas, entidades, etc. “É muito bom ter a família junto comigo nestes momentos tão especiais. A Regina começou a me acompanhar de Mamãe Noel ano passado, bem como meus filhos. Igor se diverte de ajudante do Noel, enfim, todos se envolvem e carregam consigo esse espírito natalino. Acho que consegui passar isso a eles”.

Uma das gratas surpresas que Iury vivenciou este ano com a família foi a participação de Yasmim como Mamãe Noel durante a festa de uma entidade. “A Regina não conseguiu estar presente e Yasmim fez as vezes dela, com muito amor. Ela me disse que se sentiu muito bem caraterizada e que estava emocionada com as crianças. E realmente foi emocionante ter meus filhos ao meu lado em mais um momento tão marcante para mim”.

Sobre a principal lição que aprendeu em todos esses anos de Papai Noel, Iury afirmou que foi a igualdade entre os seres humanos. “Somos todos iguais. A felicidade está no ser e não no ter, e ela é fácil de ser alcançada”.

Independente de seu cargo no DEC, Iury afirmou que continuará se caracterizando de bom velhinho. “Acho que isso é um dom que tenho e enquanto eu puder vou faze-lo com todo amor e carinho, independente se eu estiver ou não na presidência do DEC. Essa ‘doação’ faz de mim e de minha família pessoas melhores. Ver o olhar de felicidade e o sorriso de gratidão de uma criança ou mesmo de um adulto é gratificante. Acredito que esse seja o verdadeiro significado do Natal”, concluiu.

CONFIRA ALGUNS MOMENTOS DO PAPAI NOEL IURY EM FAMÍLIA

Com a esposa, Regina, e o filho Igor na FAP
Com a filha Yasmim de ‘Mamãe Noel’ e o filho durante participação na festa de encerramento do Cáritas (Foto: Roberta Simões/RS Fotografias)
Juntos também por uma boa causa: Regina e Yuri sempre levam alegria e carisma aos locais que visitam no período que antecede o Natal (Foto: Miguel Paião)
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