Doenças respiratórias de inverno: Medidas simples como lavar as mãos podem evita-las

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O médico Rafael Felici de Souza também falou sobre a importância da vacina da gripe

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Manetta

Resfriados, gripes, alergias. Neste período do ano que antecede o inverno os consultórios médicos costumam ficar mais cheios, principalmente com a visita de crianças e idosos que são mais vulneráveis a essas doenças respiratórias.

Em entrevista ao site, o médico otorrinolaringologista Rafael Felici de Souza explicou que medidas simples como lavar as mãos, fazer uso do álcool gel, aliadas à vacina da gripe, por exemplo, podem evitar a contaminação. Ele também falou sobre os perigos da alta medicação, principalmente com relação ao uso indiscriminado e por períodos longos dos antialérgicos, medicamentos muito utilizados para combater sintomas de resfriados e gripes, mas que podem ter efeito contrário, piorando o quadro do paciente.

“As crianças e idosos estão mais vulneráveis às doenças respiratórias de inverno principalmente porque possuem um sistema imunológico mais fraco. As crianças, por exemplo, podem começar a apresentar essas doenças quando iniciam o período escolar muito precocemente, antes de um ano de idade; pouco tempo de aleitamento materno, já que esse alimento previne infecções”, disse.

De acordo com o médico otorrino, um adulto pode apresentar dois quadros de resfriados por ano, enquanto que uma criança até 10 quadros. “Portanto, mamães, não fiquem desesperadas se o seu filho frequenta assiduamente o consultório médico. É normal a criança apresentar esse quadro, porém sempre requer cuidados para que ele não se agrave”.

QUAIS AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS DOENÇAS?

O médico explicou que os vírus de resfriados são diferentes dos vírus da gripe, portanto, uma doença é diferente da outra, mesmo apresentando sintomas parecidos. “O que varia é o quadro clínico e a duração desses sintomas. No resfriado, eles são mais brandos podendo apresentar febre até os 3 primeiros dias, dor no corpo e cabeça, porém esse quadro sintomático passa em até uma semana a 10 dias. A gripe é diferente: além da permanência da febre por mais de 3 dias, os sintomas são mais acentuados, com aquela sensação de cansaço intenso. Já as alergias, como a rinite alérgica, apresenta sintomas clássicos como coceira no nariz, coriza e espirros, o que pode ser facilmente observado pelo médico”.

Nos casos de resfriados, o tratamento deve ser feito apenas com um antitérmico e analgésico, como paracetamol ou dipirona. Caso os sintomas se apresentem de maneira muito intensa ou a febre persista por mais de 3 dias é recomendada a busca por um especialista.Com relação às alergias, os alérgicos já devem iniciar o tratamento no início das crises para que não se agravem durante os próximos meses.

“É muito comum a automedicação, principalmente com o que chamamos de ‘remédios de prateleira de farmácias’, que são aqueles comprimidos que possuem em suas formulações uma dosagem de antialérgico ou os próprios antialérgicos em si, os quais são utilizados muitas vezes de forma indiscriminada e podem piorar o quadro de saúde do paciente, já que em muitos casos ao invés de eliminar as secreções eles apenas fazem com que as mesmas fiquem mais espessas, dificultando sua eliminação. Os antialérgicos podem sim ser usados, mas com cautela, geralmente por poucos dias e sempre sob orientação médica”.

“A VACINA DA GRIPE NÃO CAUSA A GRIPE”

Conforme o médico, as doenças respiratórias de inverno podem ser evitadas com medidas simples, porém eficazes. Uma delas é evitar ambientes fechados, onde os vírus e bactérias se proliferam rápido. “As casas devem estar sempre arejadas, mesmo no inverno. Além disso é bom evitar ambientes muito fechados e com aglomerações”.

Lavar as mãos e fazer uso de álcool gel também são medidas que devem ser adotadas para diminuir o risco de infecções respiratórias. “As mãos são nossas principais condutoras de bactérias, portanto, devem estar sempre limpas. E não é necessário fazer ambos procedimentos: ou você lava as mãos ou usa o álcool gel”.

O médico também desmistificou a vacina da gripe e recomendou que as pessoas que pertençam aos grupos de risco devem toma-la. “A vacina não causa a gripe. O que a pessoa pode sentir após a dose é um leve resfriado ou febre, dois ou três dias após a vacina, sendo uma pequena reação e que não acontece com todas as pessoas que a tomam. Portanto, a vacina é segura e recomendada principalmente para os grupos de risco que são mais vulneráveis a desencadear uma síndrome respiratória grave. Todavia, a vacina também pode ser tomada por pessoas que não estejam nestes grupos”, orientou.

Mas, para quem já está resfriado, além da medicação adequada, a dica do médico é repouso e uma boa alimentação. “No caso do resfriado, a resposta ao vírus será dada pelo próprio corpo, portanto, descanse e se alimente bem. Para aqueles que estão gripados, a recomendação é o tratamento conforme prescrição médica e, claro, também o repouso para poupar energia e uma recuperação mais rápida”, concluiu.

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