Dia do Psicólogo: Thaíse Mantovani fala das vivências na Psicologia ao longo de 11 anos

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Ela observou que todos, em algum momento da vida, deveriam passar por uma terapia, inclusive pela necessidade da busca do autoconhecimento

Entrevista e texto: Natália Tiezzi

Neste 27 de agosto, dia do Psicólogo, a homenagem de www.minhasaojose.com.br a todos esses profissionais será por meio de uma profissional muito querida e respeitada, principalmente pela colaboração e participação em trabalhos por instituições que prestam serviços sociais onde já atuou e ainda atua, inclusive em São José.

Ao longo dos últimos 11 anos, Thaíse Vicente Mantovani se dedica a uma profissão que não foi a sua primeira opção de carreira, mas acabou se identificando quando ainda cursava Administração de Empresas.

E desde que optou por essa Psicologia, que, em síntese, trata do estudo e análise do comportamento e dos processos mentais de indivíduos e grupos humanos em diferentes situações, Thaíse nunca mais parou de realmente de se aprofundar nos conhecimentos e é reconhecida pelos colegas de profissão e trabalho pela dedicação ao aprimoramento de conteúdos e ideias, bem como pela atuação profissional.

Recentemente a psicóloga, passou por um momento difícil com a perda do marido Marlon Callegari da Silva, disse que passa por acompanhamento psicológico e recomendou. “Todos nós deveríamos contar com o auxílio da Psicologia, pois temos nossos momentos de fragilidade emocional e a necessidade da busca do autoconhecimento”.

Confira abaixo, a entrevista na íntegra, aproveitando o momento para parabenizar todos os profissionais, psicólogos e psicólogas não apenas por hoje, mas por todos os dias em que nos auxiliam, inclusive agora, neste momento de Pandemia, o qual estão fazendo a diferença em nossa saúde mental.

Atualmente, Thaíse trabalha no CREAS, mas já passou por experiências profissionais no CONDERG, em Divinolândia, e na Escola de Educação Especial Cáritas

Thaíse, é verdade que a Psicologia não foi a sua primeira opção de curso superior?

Sim. Primeiramente, iniciei a faculdade de Administração e no primeiro ano do curso tive a disciplina de Psicologia. Neste período me apaixonei pela Psicologia, desisti da Faculdade de Administração e iniciei a Faculdade de Psicologia.

Em qual instituição estudou e em que ano se graduou?

Cursei Psicologia na Universidade Paulista UNIP de São José do Rio Pardo, no período de 2003 a 2008). Também fiz Pós Graduação em Psicopedagogia e atualmente estou fazendo Pós Graduação em Intervenção ABA (Análise do Comportamento Aplicada) para Autismo e Deficiência Intelectual.

Quando você se formou e onde foi seu primeiro trabalho?

Meu primeiro trabalho como psicóloga foi no Projeto Sentinela no ano de 2009. Neste projeto atendíamos crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual.

Quais foram suas experiências profissionais e onde trabalha atualmente?

Atualmente trabalho no CREAS –  Centro de Referência Especializado de Assistência Social, que é um órgão estatal, de abrangência municipal, integrante do Sistema Único de Assistência Social, que tem por objetivo ofertar ações de orientação, proteção e acompanhamento às famílias com um ou mais membros em situação de violação de direitos. Também já trabalhei no Hospital Regional CONDERG, no município de Divinolândia, no setor de reabilitação auditiva e física e na Escola de Educação Especial Cáritas.

Qual a área da Psicologia que mais lhe fascina?

A Área Social.

Há algum(a) psicanalista/psicólogo(a), neurocientista que seja sua inspiração para exercer a profissão? Por quê?

Como estou realizando pós graduação em Análise Aplicada do Comportamento para Autista, tenho estudado muito os autores dessa área, entre eles Sally J. Rogers, Geraldine Dawson, Mayra Gaiato.

Nestes tempos de Pandemia, isolamento social, qual é o principal papel do Psicólogo junto à sociedade? Você acha que a profissão está mais valorizada, do ponto de vista social, diante do enfrentamento à Covid-19?

As pesquisas indicam que os casos de ansiedade e depressão aumentaram durante a pandemia da Covid-19 e do isolamento social forçado. Acredito que muitas pessoas estão buscando o recurso de terapias à distância (online) durante a pandemia, o que tem ajudado no enfrentamento dos conflitos psíquicos e saúde mental dos indivíduos. Na área social estamos realizando atendimentos de urgência seguindo os protocolos de segurança.

Todos nós, independente da idade, deveríamos passar por um psicólogo de vez em quando, fazer uma terapia?

Com certeza. Todos nós temos nossos momentos de fragilidade emocional e a necessidade da busca do autoconhecimento.

Qual foi o momento mais marcante de sua carreira? (pode ser um paciente que lhe marcou, um atendimento, etc).

Os momentos mais marcantes são quando atendo crianças vítimas de violação de direitos, sendo muitas vezes necessário uma medida protetiva para protegê-las.

Como a Psicologia lhe auxiliou diante da recente perda do Marlon em relação a si própria e ao seu filho?

A Psicologia me ajudou a perceber que, naquele momento, a minha dor e a dor do meu filho não seria menor por eu ser psicóloga. Busquei ajuda profissional desde o início do tratamento do Marlon e me permiti ser paciente.

Que mensagem você deixaria aos seus amigos, colegas e futuros psicólogos neste dia especial?

Gostaria de deixar uma frase do FREUD para reflexão: “Nunca tenha certeza de nada, por que a sabedoria começa com a dúvida”. Aproveito o espaço para parabenizar todos os meus colegas psicólogos pelo nosso dia!

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