CREAS realiza ações de orientação sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

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Atividades serão desenvolvidas durante todo o mês de maio em alusão ao dia 18

Em alusão ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social está promovendo, durante todo o mês, ações educativas com orientações sobre o tema. O intuito é instruir alguns grupos específicos para que possam difundir as informações junto às escolas da cidade.

“Já estivemos no Educandário São José realizando algumas atividades com os educadores, principalmente no tocante às questões mais relevantes que envolvem o tema abuso sexual, bem como instruindo-os também com relação a como devem informar as crianças sobre o assunto, porém de uma forma mais lúdica. Inclusive até utilizamos bonecos e vídeos para maior compreensão”, explicou a coordenadora do CREAS, Nathália Pinesi Mendonça.

A equipe do CREAS também realizará essa atividade com os Agentes Comunitários de Saúde, que após a capacitação serão os responsáveis por levar as informações até as escolas para as crianças e adolescentes. “Para que a criança possa se defender do abuso sexual ela precisa de informação correta e passada de forma adequada. E é isso que estamos propondo com essas ações: orientar os Educadores e Agentes para que estejam aptos a falar, explicar e esclarecer dúvidas”, observou Nathália.

Ação do CREAS no Educandário São José direcionada aos educadores da instituição

TEATRO E JORNAL EDUCATIVO

A coordenadora informou que dia 28 será promovido um teatro, na Fábrica de Expressão, intitulado “Pipo e Fifi, da premiada autora Caroline Arcari, direcionado às crianças atendidas pelo CRAS e entidades assistenciais, que também abordará o tema.

Na ocasião, o CREAS distribuirá um jornal educativo intitulado “Seu Corpo é Seu Maior Tesouro – Diga Não À Violência Sexual!”. “A peça contará um pouco das diferenças entre meninos e meninas com relação aos órgãos sexuais, sempre alertando para que não deixem ninguém toca-los e que se isso acontecer devem procurar uma pessoa de confiança para falarem. Já o jornal é um pequeno manual de autodefesa que mostra, por meio de muitas figuras, como se defender das tentativas de abuso sexual”, explicou.

CASOS ACOMPANHADOS EM RIO PARDO

Nathália informou ainda alguns dados locais sobre acompanhamentos de casos de abuso sexual pelo CREAS. De acordo com a coordenadora, a maioria deles envolve meninas com idade inferior a 12 anos e o agressor é sempre alguém conhecido da criança, ou seja, algum parente ou pessoa próxima da família como vizinho, amigo, etc.

“Neste ano, até o momento, o CREAS está acompanhando três casos. Em 2018 foram 12; em 2017, 20 e em 2016, 11 casos acompanhados. A partir do momento que tomamos conhecimento do caso, acompanhamos a família com orientações, escuta especializada, atendimento psicossocial e encaminhamento para a rede de proteção”.

Equipe CREAS, que está localizado à rua Treze de Maio, 522. Telefone: 3682-9377 e 3682-9338

DÚVIDAS SOBRE ABUSO SEXUAL? ESCLAREÇA-AS!

O que é abuso sexual?

É a utilização do corpo de uma criança ou adolescente por um adulto para prática de qualquer ato de natureza sexual. Podemos ter abuso sexual com contato físico e sem contato físico.

abuso sexual sem contato físico: Qualquer ato que estimule sexualmente a criança ou adolescente é considerado abuso sexual. Ex: conversar sobre sexo em tom pornográfico com a criança ou adolescente, podendo ser pessoalmente, por telefone, pela internet; colocar filmes pornográficos, entre outros.

Abuso sexual com contato físico: carícias e toques nos órgãos sexuais, sexo oral, penetração vaginal, anal, exploração sexual.

Quem é o agressor?

Na maioria dos casos, o abusador é alguém próximo da criança. Possui vínculo e tem a confiança da família. Ex: padrasto, tio, pai, vizinho, mãe, primo, etc. São raros os casos em que o abuso sexual é cometido por pessoas desconhecidas.

A criança ou adolescente que sofre abuso sexual muitas vezes é seduzida ou ameaçada pelo agressor através de doces, dinheiro, presentes e vários tipos de ameaça.

Somente as crianças ameaçadas não revelam o segredo do abuso sexual?

Crianças podem não falar por medo da violência contra si ou contra alguém que ama ou por não saber que aqueles atos são considerados abuso sexual. Elas também não contam quando temem censura, temem acarretar ruptura na família ou não serem acreditadas.

Se a criança consente e não diz ‘não’ é porque gostou e neste caso não é considerado abuso sexual?

O abuso sexual NUNCA é culpa ou responsabilidade da criança. O agressor sexual tem inteira responsabilidade pelo crime, qualquer que seja a forma por ele assumida.

Como evitar que o abuso sexual aconteça?

Mantendo uma boa comunicação com a criança e orientando-a sobre o abuso sexual. Ensine a criança que o corpo dela lhe pertence e que ela tem direito de pedir que não toquem em seu corpo. Explique que caso alguém tente algo estranho, que procure uma pessoa de confiança e peça ajuda.

COMO DENUNCIAR?

Através do Disque 100 ou procurar o Conselho Tutelar.

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