“Cidadania e Justiça também se aprendem na Escola”: Projeto já envolveu mais de 2.000 crianças na cidade

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Em entrevista, o Juiz de Direito Wyldensor Martins Soares disse que o programa cresceu nestes 3 anos e que conta com o envolvimento cada vez maior das escolas, além de parcerias

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Manetta

Promover o exercício da cidania por meio do conhecimento da Constituição, informar sobre as funções dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), explicando as ações dessas esferas na sociedade, bem como o papel da Polícia Militar na proteção e defesa do cidadão. Com essas abordagens, o projeto “Cidadania e Justiça também se aprendem na Escola” chega ao seu 3º ano na cidade e já envolveu mais de 2.000 crianças, entre 9 e 11 anos, estudantes das Redes Municipal e Estadual de Ensino.

“Nestes 3 anos o Projeto cresceu, pois as escolas estão mais participativas. Prova disso é o envolvimento cada vez maior não apenas dos alunos, mas também dos professores, coordenadores que, juntos, nos auxiliam a desenvolve-lo e a difundi-lo perante ao âmbito escolar e à comunidade”, disse Wyldensor Martins Soares, Juiz de Direito da Primeira Vara de São José de Rio Pardo e um dos idealizadores do projeto.

Ele destacou que a escolha para atingir alunos nesta faixa etária foi proposital, pois é um público puro, que absorve facilmente as informações e divulgam-nas também fora da escola, principalmente às famílias.

“Além dessas informações específicas, que são estudadas, debatidas e colocadas em prática, a intenção é que o projeto incentive os estudantes a seguirem até mesmo profissão nas áreas participantes, seja o Direito, a carreira Militar, enfim, que desperte neles a vontade de se aprimorarem nos estudos e, claro, mostrando que são capazes e que nós, enquanto representantes dos poderes públicos, acreditamos neles”.

DESENHOS, MÚSICAS, POESIAS E REDAÇÕES: EXPRESSANDO A CIDADANIA E A JUSTIÇA

O Juiz explicou que neste ano cerca de 700 alunos estão envolvidos no projeto, que é dividido em três processos. “Primeiramente fornecemos a Cartilha da Justiça para cada criança, que é desenvolvida pela Associação dos Magistrados do Brasil e impressa pelo Tribunal de Justiça. Nela consta todo o conteúdo que será abordado pelos professores em sala de aula. Depois, faço uma visita, juntamente com advogados representantes da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, vereadores e policiais militares, que são nossos parceiros no projeto, para uma conversa informal com os alunos, onde eles têm total liberdade para debater e questionar sobre os temas apresentados na Cartilha”.

A Cartilha da Justiça aborda os temas de forma lúdica e com uma linguagem de fácil entendimento pelos alunos

Após essa etapa, dr. Will disse que os alunos preparam trabalhos abordando os conteúdos estudados. “Geralmente eles expressam o que aprenderam por meio de redações e desenhos, mas já foram apresentadas músicas, poesias, jograu, entre outras formas de expressão, sempre muito bem elaboradas pelas crianças”, observou.

A etapa final do projeto, que é desenvolvido ao longo de todo ano letivo, é um evento de encerramento, onde são apresentados os melhores trabalhos, por mérito, escolhidos pelas escolas.

“Neste ano, o encerramento será dia 2 de dezembro, às 13h30, aqui no Fórum. A cerimônia é aberta ao público”, informou o Juiz de Direito.

Logo após a cerimônia de encerramento, o www.minhasaojose.com.br publicará periodicamente os trabalhos escolhidos no site e também em sua página no Facebook.

Nas fotos abaixo, feitas durante uma visita à escola Stella Couvert Ribeiro, vereador e policial militar representando as esferas do Poder Público, parceiras do Projeto, abordando temas ligados às suas áreas de atuação

CARINHO E RESPEITO PELO PROJETO E PARCEIROS

Durante a entrevista ao site, dr. Will se referiu com muito carinho e respeito ao projeto, o qual ele já desenvolve há nove anos. “O Cidadania e Justiça também se aprendem na Escola” começou em São Carlos, juntamente com um colega magistrado, por sentirmos essa necessidade de o Juiz de Direito fazer além de sua função perante à sociedade. E nada melhor que envolver as crianças, pois as sementes do bem plantadas em cada uma geralmente dão bons frutos”.

Além de São Carlos, o Juiz de Direito também instituiu o projeto em cidades onde atuou como Ibaté e Cachoeira Paulista. “Quando vim para São José do Rio Pardo, em 2016, a ideia também era de insitui-lo, mas como foi um ano eleitoral tive que adia-lo. Entretanto, no ano seguinte, iniciei as visitas às escolas que me receberam muito bem e prontamente aceitaram participar”, lembrou.

E logo dr. Will ganhou boas parcerias para o desenvolvimento do projeto. “É muito gratificante ver que em tão pouco tempo tantos profissionais se interessaram pelo projeto e estão fazendo a diferença no seu desenvolvimento. Costumo dizer que o “O Cidadania e Justiça também se aprendem na Escola” não é meu, mas sim de todos que colaboram com ele, que participam, enfim, que o apoiam”.

Para 2020, o projeto terá algumas mudanças no tocante ao período em que será promovido. “Como é ano eleitoral, vamos antecipa-lo, porém ele vai acontecer normalmente”, garantiu.

Sobre a maior satisfação no desenvolvimento do projeto, o Juiz de Direito disse que é a resposta sempre positiva dos alunos. “É muito satisfatório notar o comprometimento dos alunos, pois a cada ano os trabalhos estão melhores, bem como a participação dos estudantes, sempre atentos aos temas, com questionamentos relevantes. Muitos até já mencionaram que querem fazer uma faculdade, inclusive uma menina que, durante o encerramento em um dos anos do projeto, chegou até mim e disse que seria Juíza de Direito. Todas essas manifestações dos alunos, o apoio das esferas públicas, das escolas e dos professores nos incentivam a continuar”, concluiu o dr. Will.

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