Ana Lúcia Xavier Lopes: 37 anos de dedicação e disposição ao Serviço Social

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Ela já vivenciou períodos tenebrosos e amenos na área do Serviço Social desde 1981, ano em que se graduou pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. E o seu entusiasmo e disposição contagiam a todos quando o assunto é a promoção do ser humano e o incansável trabalho para garantir melhor qualidade de vida a pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.

É com muito orgulho que o www.minhasaojose.com.br conta um pouquinho da história de Ana Lúcia Xavier Lopes, uma rio-pardense que faz a diferença na assistência social do município, principalmente nas duas entidades em que atua desde 2012, sendo o Asilo Lar de Jesus e a APAE de São José do Rio Pardo.

“Acredito que escolhi essa área social por sempre estar atenta à questão do bem estar do cidadão. Antes mesmo de me formar fiz dois anos de estágio no Ambulatório do Hospital Cândido Ferreira e, posteriormente, no próprio hospital na área de psiquiatria”, contou.

Nesta época, Ana Lúcia conheceu um pouco das técnicas mais antigas de tratamento psiquiátrico, entre elas o eletrochoque, que já não é mais utilizado desde a Luta Antimanicomial, com a nova reforma psiquiátrica no Brasil, ocorrida por volta dos anos 2000.

Após se formar, Ana Lúcia também teve sua experiência na assistência social com crianças quando trabalhou em uma creche. Ela também atuou em uma clínica de recuperação em Mococa e no Centro de Reabilitação em Casa Branca (Cocais).

Por onde presta seus serviços, Ana Lúcia é sempre muito querida por todos, em especial pelos internos do Asilo

O vasto currículo lhe rendeu sabedoria e, acima de tudo, força e coragem para encarar o dia-a-dia nestes locais. “Vi e vivi de tudo com relação à assistência social onde trabalhei. Não é um trabalho fácil, mas é gratificante”, observou.

Um dos trabalhos mais marcantes de Ana Lúcia foi quando ela e equipe da área psiquiátrica em Casa Branca conseguiu encontrar familiares e reaproxima-los de internos. “O Centro de Reabilitação recebeu muitos internos vindos do Hospital Psiquiárico do Juqueri, em Franco da Rocha, pois lá estava tendo uma super lotação. Na verdade, em meados da década de 80, muitas pessoas doentes, principalmente nordestinos que vinham tentar uma vida melhor em São Paulo, acabavam por ser internadas no Juqueri por estarem muito debilitadas, pois, muitas vezes, essas pessoas não conseguiam trabalho e ficavam à mercê da sorte, passando muita necessidade nas ruas. Cidades como Ribeirão Preto e Santa Rita do Passa Quatro também receberam internos de lá, além de Casa Branca. E foi uma grande luta para nós, assistentes sociais, localizarmos as famílias desses internos. Mas, graças a Deus, conseguimos unir muitos pacientes a seus entes queridos por meio de um trabalho incansável de busca. A Luta Antimanicomial contribuiu muito para essas mudanças positivas na psiquiatria, inclusive ações como as de localização de familiares de internos”, explicou.

ASILO E APAE: ATIVIDADES QUE VÃO ALÉM DO SERVIÇO SOCIAL

Quem conhece Ana Lúcia sabe de seu desempenho exemplar na área de assistência social. Prova disso é que além do seu trabalho propriamente dito, ela está engajada em projetos, atividades, sendo ou não de sua área, para contribuir com o Asilo Lar de Jesus e a APAE.

“As áreas são bem distintas. Na APAE, por exemplo, meu trabalho é focado no aluno, geralmente crianças e adolescentes, que são acompanhados juntamente com seus familiares. Já no Asilo desenvolvemos algumas atividades como a leitura dos jornais da cidade, realizadas as segundas-feiras, o grupo de orações, bem como passeios pela cidade, enfim, projetos que valorizam os internos, fazem com que se sintam úteis e inseridos na sociedade”, disse a assistente social.

Ana Lúcia desenvolvendo a leitura dos jornais impressos da cidade para os internos do Asilo Lar de Jesus

Ana Lúcia, juntamente com a psicóloga Ariane, também desenvolve um trabalho de acolhimento aos novos internos. “Antes mesmo da pessoa vir para o asilo, fazemos uma avaliação da mesma para saber se é ou não caso de internação, as condições da família, etc. Nosso trabalho também conta com apoio e parceria com a Rede de Assistência Social, CREAS, CRAS e Rede de Saúde Municipal”, ressaltou.

Mas, um dos projetos que Ana Lúcia tem muito carinho e desenvolve no Lar de Jesus desde que iniciou os trabalhos na entidade é a aproximação entre familiares e internos. “Esse contato entre o interno e a família é fundamental. E eu corro atrás mesmo para convidar os filhos, tios, esposas, maridos para visitarem seus entes queridos que por algum motivo estão aqui no asilo. A entidade não quer que a família simplesmente esqueça o interno aqui, mas sim continue fazendo parte de suas vidas”, afirmou.

E quando dizemos que Ana Lúcia vai além do seu trabalho como assistente social, a prova é que no dia da entrevista ao site ela já estava engajada na quermesse que está sendo promovida pelo asilo. “Sou assim. Gosto de estar e participar das atividades, sejam elas ligadas ou não à minha profissão, pois assim me sinto bem e útil à sociedade. Não me custa nada ajudar aqui, nos eventos da APAE, enfim. O importante é essa promoção do bem estar do ser humano, a qual amo muito fazer através dessa carreira no Serviço Social”, finalizou.

A assistente social junto com pai e filha: Ana Lúcia desenvolve esse trabalho de aproximação há sete anos no Lar de Jesus
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