Alerta à Dengue: 36 casos já foram confirmados no município

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Bairros com maior incidência de notificações e confirmações são Maria Boaro e Cassucci

A Dengue ainda preocupa na cidade, principalmente devido ao aumento no número de notificações e casos confirmados da doença se comparados ao mesmo período do ano passado.

Entre janeiro até o último dia 2 de maio, foram 93 notificações, com 36 casos positivos autóctones (contraídos no próprio município), dois importados, além de 12 descartados e 43 esperando por resultados de exames.

“É preocupante, pois somente nestes cinco meses de 2019 já tivemos muito mais notificações e casos confirmados que em todo ano de 2018. Portanto é preciso cuidados constantes no tocante à eliminação de criadouros, mesmo agora quando as temperaturas estão baixando”, informou a enfermeira coordenadora da Vigilância em Saúde, Gisele Cristina Santos Flausino.

E há notificações e confirmações em todas as regiões da cidade, porém, segundo Gisele, nas últimas semanas houve um crescimento nos bairros Maria Boaro e Cassucci.

Sobre o que causou e ainda está causando esse aumento nos números da doença, a enfermeira disse que é uma combinação de fatores. “A Dengue é cíclica e a última grande epidemia aconteceu entre 2015/2016, portanto, já esperávamos que neste ano poderia acontecer um aumento no número de casos. Soma-se a isso as temperaturas, pois mesmo neste período de poucas chuvas o calor prevalece e isso facilita o ciclo do mosquito, além, é claro, da falta de manutenção nas casas, que é a eliminação dos recipientes que possam acumular água”.

Com relação às medidas tomadas após a confirmação dos casos da doença, Gisele disse que a Vigilância Epidemiológica trabalha em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses (Vetores). “Notificamos a Zoonoses e ela é encarregada de visitar a casa ou o trabalho do paciente, eliminar possíveis criadouros nestes locais e na vizinhança, com bloqueios no quarteirão”, explicou.

A prevenção continua sendo a mesma: vistoriar os quintais, calhas e eliminar os criadouros, bem como fazer uso de repelentes principalmente nos horários em que o mosquito costuma picar, que é no início da manhã e no final da tarde, início da noite.

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